Balneário Rincão: “Eu queria ver ele sofrer”, diz filha que mandou matar pai
Mulher deu depoimento à Polícia Civil nesta segunda–feira, 14. Ela segue em liberdade já que não houve flagrante no crime
Balneário Rincão
A filha de Agenor Della Bruna, D.B.D.B., se apresentou, nesta segunda-feira,14, à Delegacia de Polícia de Balneário Rincão para prestar depoimento por ter planejado a morte do pai, encontrado morto na quarta-feira passada em Nova Veneza. Após ser interrogada pelo delegado responsável pela investigação, Jorge Giraldi, a mulher foi liberada, já que não houve flagrante. Em entrevista ao repórter Allen Silva, da Rádio Eldorado, ela afirmou não estar arrependida e garantiu que nutria ódio pelo pai desde a infância. “Eu queria ver ele sofrer. Não importa se ele morresse ou não morresse”, disse a acusada.
Conforme o depoimento, a filha assumiu que nunca gostou do pai porque ele sempre batia na mãe. “Meu pai sempre foi cruel, meu pai era um monstro. Uma coisa leva a outra. Ele batia em minha mãe todo dia. Bebia, gastava dinheiro com putaria. Ele chegou ficou dias no hospital depois que apanhou por dar em cima de mulheres. Só queria que ele sofresse”, reiterou.
D. também deu detalhes ao delegado de como planejou o crime. De acordo com Giraldi, a confissão corroborou com tudo aquilo que o adolescente, que foi apreendido após decisão judicial, disse à polícia. “Ela se mostra aliviada. Chegou a perguntar quanto vai ser a pena. Na noite do crime, ela apertou o interfone da casa dizendo que ia entregar convite para o Agenor. Eles o amarraram e torturam para descobrir onde havia dinheiro, embora só houvesse R$ 500 na casa. A acusada planejou, só não participou do momento em que a vítima foi levada da até Nova Veneza, onde foi morto”, contou Giraldi.
Pedido por prisão preventiva
Embora a mulher não tenha matado o pai, tampouco estado no local da morte, Giraldi garante que a indiciará também por latrocínio, roubo seguido de morte, porque ela levou os objetos roubados para casa. “Agora, vamos tentar identificar os dois envolvidos que ainda falta. Eles já não devem estar mais na cidade. Pela crueldade, acredito que a prisão preventiva dos quatro integrantes será decretada pelo Judiciário. Até amanhã (hoje) pretendo encaminhar o pedido de prisão de todos”, afirmou o delegado.
Relembre o caso
O corpo de Agenor Della Bruna foi encontrado por um agricultor em um bananal, em Nova Veneza. Após a filha, junto dos comparsas, chegarem a casa em que ele morava, em Balneário Rincão, na noite de terça-feira, 8, ele foi torturado e levado da residência, que foi incendiada. O carro que ele possuía, um Ford EcoSport também foi incendiado.

