Quatro réus recebem penas que, somadas, ultrapassam 140 anos de prisão no Oeste

Herval dó Oeste

Quatro réus recebem penas que, somadas, ultrapassam 140 anos de prisão no Oeste

Filha adotiva que tentou matar o pai para ficar com a herança foi condenada a 46 anos de prisão

A primeira sessão do júri da comarca de Herval d’Oeste deste ano, realizada nesta semana, durou 18 horas. Quatro réus foram julgados e condenados a penas que, somadas, ultrapassaram os 140 anos de prisão. Eles foram responsabilizados por homicídio e tentativa de homicídio triplamente qualificados, além de fraude processual e furto qualificado.

O caso ganhou repercussão no Oeste porque uma das envolvidas é filha adotiva e mandou o namorado e dois amigos matarem o pai para ficar com a herança. O júri popular ocorreu na última quinta-feira (07) no auditório jurídico da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em Joaçaba.

A mulher foi condenada a mais de 46 anos de prisão por tentativa e homicídio duplamente qualificados. Dois homens foram condenados à mesma pena. Todos devem cumpri-la em regime fechado. O quarto réu foi denunciado por furto qualificado. Por esse crime, recebeu a sentença de três anos e meio de reclusão em regime aberto.

Todos tiveram participação no crime, registrado em março de 2018 em Herval d’Oeste. O casal já dormia quando teve a casa arrombada. Os homens arrastaram o idoso, de 67 anos, até a sala, onde o atingiram com facadas, a maioria na região do pescoço. Ele não morreu, pois foi atendido a tempo numa unidade hospitalar. A companheira foi a segunda a ser agredida com facadas. Ela não resistiu e foi a óbito no local.

Por conta da repercussão do caso na região, a segurança no local do julgamento foi reforçada com equipe do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional e apoio da polícia militar local. A sessão do júri de Herval d’Oeste foi a segunda no interior do estado a utilizar o detector de metais portátil, equipamento adquirido recentemente pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina para atender todas as 111 comarcas. A primeira a usar a tecnologia, além da Capital, foi Criciúma, no Sul.

Assessoria de imprensa TJSC

Foto: Taína Borges/Assessoria de imprensa TJSC

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