Fecam defende que estado banque aumento de ICMS aos pequenos municípios

Fecam defende que estado banque aumento de ICMS aos pequenos municípios

Municípios com menos de 10 mil habitantes seriam contemplados com sobra de 3% retirada da cota das maiores cidades

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) sugeriu que o Estado banque o aumento do repasse de ICMS aos pequenos municípios previsto no Projeto de Lei nº 165/2019, ao invés de subtrair recursos dos grandes municípios. A sugestão ocorreu durante audiência pública conjunta das comissões de Constituição e Justiça e de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa (Alesc), realizada na tarde de segunda-feira, 14, no plenário.

O projeto de lei 165/2019, de autoria do deputado Jerry Comper (MDB), prevê diminuir de 85% para 82% a parte dos municípios relativa ao valor adicionado nas operações de circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transportes interestadual e intermunicipal e de comunicação realizadas em cada município. Os 3% resultantes da subtração seriam repassados de forma igual aos municípios com menos de 10 mil habitantes.

“O projeto é meritório, fruto da preocupação do deputado com os 173 municípios com menos de 10 mil habitantes. Mas se temos 173, temos 122 do outro lado e obviamente não podemos rachar nossa federação. Nossa ação tem de ser para as pessoas e nos maiores municípios moram mais de seis milhões de catarinenses que vão sentir se esses recursos forem retirados”, ponderou o prefeito de Tubarão e presidente da Fecam, Joares Ponticelli.

Ponticelli sugeriu que o estado banque o aumento, cujo custo para o Tesouro seria de aproximadamente 0,96% da Receita Corrente Líquida (RCL). “Os prefeitos dos municípios grandes também estão contando essas moedinhas, o sofrimento do município maior não é diferente, que o Estado assuma”, argumentou o presidente da Fecam, que estimou a perda de Joinville, maior município do estado, em R$ 15 milhões anuais.

Informações  4 Oito

Agencia Alesc

Foto:Fábio Queiroz (Agencia Alesc)

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