SC Rural permite legalização da frota pesqueira artesanal do Litoral Norte

Barra do Sul

Pescadores artesanais de Balneário Barra do Sul e de São Francisco do Sul receberam, em dezembro, equipamentos do Projeto Piloto de Segurança e Navegação apoiado pelo Programa Santa Catarina Rural. Foram beneficiados 27 profissionais para que possam atuar com mais segurança e dentro das normas exigidas pela Marinha do Brasil. Foram R$196,3 mil investidos –  80% do Programa Santa Catarina Rural e 20% contrapartida dos pescadores.

São equipamentos do kit de segurança e navegação: aparelho de GPS com sonda e carta náutica, rádio VHF marítimo com antena articulada, agulha magnética, artefatos pirotécnicos, bandeira nacional, extintor de incêndio, boias salva-vidas, bomba de esgotamento, bateria 150 amperes, coletes salva-vidas classe V, refletor de radar, luzes de navegação e extintor de incêndio.

Para José Eduardo Calcinoni, técnico da Epagri e executor do projeto, este é um marco nos trabalhos de extensão. “A Epagri executou dois projetos como esse: o nosso e outro em Bombinhas e Porto Belo. Não há iniciativas semelhantes em outros locais do Brasil. Esse é um trabalho pioneiro e faz parte de um novo eixo do programa Estadual de Pesca e Aquicultura. Em 2018 vamos quantificar os resultados desse apoio”.

Segundo Ditmar Alfonso Zimath, diretor técnico SC Rural, foi um esforço muito grande de toda equipe técnica que o projeto fosse contemplado com recursos financeiros. “É fundamental que os beneficiários entendam a importância do apoio do Estado e utilizem da melhor forma os equipamentos adquiridos”.

As etapas do projeto

As primeiras ações do projeto foram visitas de identificação e palestra de mobilização. Foram documentos exigidos para enquadramento: documento e permissão de pesca da embarcação, Carteira de Habilitação da Marinha (CIR), DAP, Nota de Produtor Rural e Registro Geral de Pesca em dia. Após identificação do grupo foram capacitados em curso de Navegação com Utilização de GPS com sonda e Comunicação VHF.

Em seguida foram elaborados os projetos individuais e relatórios exigidos pelo Programa SC Rural. “Esse é considerado o maior trabalho com pescadores artesanais realizado pela Epagri, em 2017”, destacou o gerente regional da Epagri de Joinville, Hector Haverrotch.

Somente neste ano ocorreram 15 acidentes com embarcações de pesca artesanal em Balneário Barra do Sul, sendo dois deles com perdas de vidas humanas. Fatores como o assoreamento da Barra, intempéries climáticas – como está sendo o caso das ressacas -, falta de manutenção e equipamentos das embarcações, e a própria falta de atenção dos navegadores são as principais causas. “A consulta da previsão do tempo é essencial para garantir a segurança da atividade pesqueira. O projeto vem ao encontro das carências dos profissionais do mar, atendendo as exigências da Marinha do Brasil e proporcionando maior eficiência na navegação, devido a utilização do aparelho de GPS com sonda”, ressalta Calcinoni.

Somente neste ano ocorreram 15 acidentes com embarcações de pesca artesanal em Balneário Barra do Sul, sendo dois deles com perdas de vidas humanas. Fatores como o assoreamento da Barra, intempéries climáticas – como está sendo o caso das ressacas -, falta de manutenção e equipamentos das embarcações, e a própria falta de atenção dos navegadores são as principais causas. “A consulta da previsão do tempo é essencial para garantir a segurança da atividade pesqueira. O projeto vem ao encontro das carências dos profissionais do mar, atendendo as exigências da Marinha do Brasil e proporcionando maior eficiência na navegação, devido a utilização do aparelho de GPS com sonda”, ressalta Calcinoni.

.Para o Comandante Santana, da Capitania dos Portos de São Francisco do Sul, o projeto é de extrema importância para a classe pesqueira. “Os equipamentos são de alta qualidade, porém é preciso que utilizem com sabedoria”. Santana destaca que a Capitania dos Portos atua em parceria com os pescadores artesanais para que todos possam navegar com segurança e evitar acidentes. “Não há notícia mais triste que um telefonema de um familiar pedindo ajuda e dizendo que o parente não voltou da pescaria no mar”.

Fonte:Epagri

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