Jaguarunense -Padre Manoel Odorico Francisco (Padre Maneca ) Completa 90 Anos de Vida
Natural de Jaguaruna, onde a padroeira da paróquia é Nossa Senhora das Dores, o presbítero nasceu em 8 de agosto de 1931, nono filho dos 14 gerados pelo casal Odorico João Francisco e Maria Idalina Francisco. Aos 13 anos de idade, foi motivado por padre Ulrich a ingressar no Seminário em São Ludgero. Depois seguiu para o Seminário de Brusque (1946-1950) e para o Rio Grande do Sul, onde cursou Filosofia e Teologia, em São Leopoldo (1951-1956) e Viamão (1957). Na Catedral de Tubarão, foi ordenado padre em 1º de dezembro de 1957, junto aos colegas Silvestre Junkes, Bertilo Schmidt, Antonio Herdt, Francisco Marini e Izidoro Ghislandi, os últimos quatro já falecidos.
Seu lema escolhido de ordenação sacerdotal foi: “Senhor, que as almas te encontrem no meu sacerdócio”. “O que se pede a Deus é que todas as pessoas que, de alguma maneira se aproximam da gente, encontrem muito mais a Jesus Cristo. Que se possa apontar, como João Batista: ‘Eis o Cordeiro de Deus’; indicar que as pessoas devem seguir o Mestre e não propriamente o padre. O padre deve ser um indicador, onde está Ele, está o Cristo”, pontua.
Logo após a ordenação, padre Manoel foi para a cidade de Criciúma. “Esteve três anos e oito meses na Paróquia São José. Dali foi criada esta paróquia (Próspera), em 20 de agosto de 1961. , foi para a igreja da próspera como pároco. Aqui era capela e foi ser ajudante do padre Estanislau Ciseski. Era um dia de trovoada. Dessas trovoadas de agosto, geralmente de manhã cedo, mas ela continuou. Os caminhões da Carbonífera Próspera foram até a Catedral. Chegaram lá buzinando, por volta das nove horas da manhã. O padre Estanislau e ele Padre Manoel foram num Aero Willys, carro de Gracioso Furlanetto, que era taxista do ponto ao lado da matriz. Como ele tinha aquele veículo, se ofereceu par trazer ambos e viemos embarcados até ali perto da Praça da Chaminé. Estavam calçando a rua, e dali nós dois viemos a pé, ao som da Banda Filho do Mineiro. A subida desta ladeira não era calçada e estava cheia de lama. Estava muito difícil para a gente subir e no meio da subida o padre Maneca escorreguou
Uma pessoa disse: ‘Padre, vamos nos abraçar, porque aí é mais fácil’, e de fato nos demos os braços e conseguimos subir. Quando cheguei à frente da igreja, padre Paulo Petrucelli limpou os sapatos então cheios de barro. Naquela subida, também havia uma pessoa perto do batistério, que disse: ‘Padre Manoel, com chuva é bom, porque pega bem!’ E ela profetizou mesmo, pegou!”, recorda, aos risos. “Celebramos aquela tomada de posse com chuva e tudo, e repito: O que levou adiante foi sempre o povo evangelizando, o povo colaborando, participando e fazendo a sua história. Está fazendo até hoje e vai continuar a fazer, porque nós passamos, mas a Igreja de Deus fica!”, acrescenta.
O chamado de padre Maneca
“Os primeiros sinais fui sentindo quando criança e se acentuaram quando fui coroinha e ficava na casa paroquial para fazer as ‘voltas’, os trabalhos para a casa e para meu vigário, que era o padre Pedro Ulrich. Em contato com ele, foi crescendo esse desejo de seguir a vocação sacerdotal”, recorda padre Manoel.
Fonte: www.sulemdestaque.com.br
Informações :Portal Engeplus
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