A utopia da liberdade

Colunista

A utopia da liberdade

Eu, enquanto assíduo leitor, sempre gostei muito dos livros de distopia. Aquele tipo de literatura que descreve uma civilização fictícia completamente reprimida e existindo em um contexto de extrema opressão e autoritarismo. Livros como “1984” de George Orwell ou “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley sempre me despertaram certo fascínio.
O problema é quando a ficção parece saltar das páginas envelhecidas e se apresenta ao leitor com um certo requinte de realidade, foi o que aconteceu durante a ditadura militar, por exemplo. Tudo era tão absurdo que parecia ter saído direto das páginas de uma distopia extremamente bem escrita, mas era real e estava acontecendo.
Uma das características mais marcantes de uma distopia é a censura, que começa de forma implícita, mas logo atinge proporções monumentais. No livro “1984”, por exemplo, o protagonista Winston Smith trabalha em uma corporação denominada “Ministério da verdade” cujo principal foco é o de analisar e revisar as notícias que serão publicadas em jornais, blogs e outras formas de comunicação, visando que apenas as informações que sejam relevantes ao interesse do governo sejam aceitas.
Ainda hoje podemos encontrar vários Winston Smith’s vagando por aí, pessoas aparentemente inofensivas, mas que nos privam da liberdade de expor a totalidade daquilo que acreditamos. É algo inaceitável e que precisa ser veemente repudiado. Parafraseando o livro que foi citado acima, “O Grande Irmão está de olho em você.” e em tudo aquilo que você comenta em suas redes sociais.

Por Zaqueu José Lino

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