IBGE
Dos 20 municípios com maior crescimento de domicílios de uso ocasional do país comparado com 2010, 11 estão na região Sul e três deles são catarinenses: Jaguaruna possui o 5º maior percentual, com 63,7% de seus domicílios como uso ocasional; Balneário Rincão aparece na 12ª posição, com 58,8%, e Balneário Arroio do Silva em 17º, com 55,8%.
Santa Catarina possui o maior percentual de domicílios de uso ocasional do Brasil, concentrados especialmente na faixa litorânea, que contempla aqueles de veraneio.
O índice catarinense foi de 10,3%, ante a média nacional de 7,4%, segundo dados do Censo 2022 disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em termos absolutos, o Estado apresenta o 5º maior número, com 358,6 mil desses domicílios, atrás de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Dos 20 municípios com maior crescimento de domicílios de uso ocasional do país comparado com 2010, 11 estão na região Sul e três deles são catarinenses: Jaguaruna possui o 5º maior percentual, com 63,7% de seus domicílios como uso ocasional; Balneário Rincão aparece na 12ª posição, com 58,8%, e Balneário Arroio do Silva em 17º, com 55,8%.
O município de Jaguaruna teve um aumento de 17,84% no número de habitantes, passando de 17.290 em 2010, para 20.375 em 2022, e conta com 15.745 domicílios usados ocasionalmente (com função de veraneio ou de aluguel temporário, por exemplo). Conforme dados do Censo 2022, há cerca de 7,5 mil ocupados (30,6%) e vagos são 1.412 (5,7%) na cidade.
“Isso mostra que Santa Catarina é um Estado desejado pelo turista, tem atrativos naturais muito fortes e isso faz com essa nova relação de hospedagem tenha crescimento também aqui. É uma tendência de mercado e Santa Catarina está explorando muito bem essa relação de oportunidade dentro do Turismo”, ressaltou o secretário de Estado do Turismo, Evandro Neiva.
Já em termos de Concentrações Urbanas, agrupamentos de municípios com mais de 100 mil habitantes, os maiores percentuais são os de Itajaí/Balneário Camboriú, com 17,6%; Tubarão/Laguna, com 11,7% e Florianópolis com 10,8%.
Por outro lado, o Estado apresenta também o menor percentual de domicílios vagos do país, 8,8% dos domicílios particulares permanentes. Em relação a 2010, o número de domicílios vagos cresceu 53%.
No Brasil, o percentual de domicílios vagos foi de 12,6%, com um acréscimo de 87% em relação ao último Censo. Os recenseadores visitaram 3,47 milhões de domicílios catarinenses, um crescimento de 43% comparado aos 2,43 milhões de recenseados em 2010.
Com 114,3% de domicílios a mais que em 2010, Passo de Torres, no sul do estado, foi destaque nacional como 15º município que mais cresceu em percentual de domicílios do país, de 4,5 mil para 9,7 mil.
Do total de domicílios catarinenses recenseados, havia 1.315 domicílios improvisados, como são classificadas as unidades não-residenciais (lojas, fábricas) ou com dependências não destinadas à moradia, que na data de referência estavam ocupadas por um morador, como prédios em construção, tendas, barracas, etc.
O Estado possui o menor percentual deste índice do país (0,03% de seus domicílios), número que representa 2% dos 66 mil domicílios improvisados recenseados no Brasil.
Já do total de domicílios permanentes, 2,8 milhões estavam ocupados, com pessoas residentes, e 663 mil não ocupados.O crescimento de domicílios permanentes ocupados foi de 40,8%, e o de não ocupados, de 55%. Nacionalmente, os ocupados aumentaram 26% e os não ocupados, 80%. A média de moradores por domicílio catarinense caiu de 3,1 para 2,7, próximo ao índice nacional que caiu de 3,3 para 2,8.
Fonte:Folha Regional


