Violência
Vítimas enfrentam impactos psicológicos graves por conta da sensação de insegurança
A violência contra a mulher não aparece somente por meio físico, com marcas nos corpos das vítimas, mas também de forma invisível, também gerando grandes prejuízos. Os registros de casos de ameaça, por exemplo, tiveram crescimento na região nos últimos anos, gerando preocupação das autoridades, tendo em vista os impactos sociais e psicológicos causados pela insegurança daquelas que sofrem com o crime.
De acordo com dados da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), os municípios que fazem parte da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec) vêm apresentando aumento nos registros de casos relacionados às ameaças contra mulher desde 2020. Já são cinco anos em sequência com crescimento exponencial.
Números
Somente até o dia 26 de novembro de 2024, foram 1.832 vítimas denunciando casos, sendo 30 a mais do que no mesmo período do ano passado. O crescimento, porém, começou em 2020. Depois de registrar 1.497 casos em 2019, as autoridades receberam 1.684 reclamações do tipo no ano seguinte. Em 2021 foram 1.835; em 2022: 1.979; e em 2023: 2.053. Analisando os números de 2019 e 2023, o salto foi de 37% nos números de denúncias.
O aumento de registros, no entanto, não necessariamente representaria crescimento no número de casos, mas sim de denúncias, como explica Isabel Cristina Feijó, policial civil especialista em Segurança Pública.
“Ainda não conseguimos determinar se o aumento do número dos casos são aumentos de ocorrências ou se as mulheres estão denunciando mais. Eu, particularmente, acredito nessa segunda opção, tendo em vista que a cifra oculta, como nos referimos aos casos que ocorrem e não são noticiados, é muito grande. Uma proporção de: para cada um caso registrado, quatro ou cinco não são. Então, há muita defasagem entre o revelado e as ocorrências reais. E, como o tema tem ganhado bastante espaço, há uma divulgação de canais de denúncia e as mulheres estão cada vez mais percebendo que não estão sozinhas, há uma rede de apoio, eu penso que os casos estão saindo do anonimato”, apontou a policial.
Fonte:Policia Civil Santa Catarina
Foto:Divulgação



