Pescaria Brava
Justiça atendeu pedido do MPSC após apontar série de irregularidades no processo que reconduziu presidente ao cargo
A decisão judicial exige que o novo pleito seja conduzido com base no Regimento Interno de 2013, que proíbe a reeleição de membros da Mesa. Caso não seja cumprida, a atual presidente da Câmara, vereadora Rosilene Faísca da Silva, poderá ser multada em R$ 10 mil por dia.
Segundo o MPSC, houve manobras para viabilizar a recondução da presidente, por meio da aprovação apressada do Projeto de Resolução n. 13/2024. O Ministério Público sustentou que a eleição se baseou em um regimento que só foi publicado oficialmente após o pleito.
Em nota oficial, a Câmara afirmou que a eleição foi realizada de acordo com os ditames legais e que as falhas apontadas ocorreram sem envolvimento dos vereadores. Reforçou ainda seu respeito à decisão judicial, mas afirmou que irá exercer o direito de recorrer para restabelecer “a verdade dos fatos”.
Confira a nota completa:
“A Câmara foi notificada quanto à manifestação da ilustríssima juíza Cristine Schutz da Silva Mattos, da Comarca de Laguna, que deferiu em caráter liminar o pedido do Ministério Público para que a Câmara Municipal de Pescaria Brava realize nova eleição da Mesa Diretora no prazo de trinta dias. Na decisão, a magistrada determina que seja respeitado o Regimento Interno de 2013 quanto ao tema.
Em virtude da decisão, este órgão diretivo legislativo reitera que a sua eleição obedeceu aos ditames legais e que as falhas apontadas pelo Ministério Público na ação que questiona o processo ocorreram sem a participação de atuação parlamentar.
Com a convicção da integridade da eleição para o biênio 2025/2026, realizada em 1º de janeiro deste ano, esta Mesa Diretora manifesta seu respeito à decisão judicial e afirma que seguirá exercendo seu direito de requerer, perante a Justiça, o restabelecimento da verdade dos fatos conforme os prazos processuais.
Fonte:DM
Foto:Divulgação



