Moradores organizam manifestação contra obrigatoriedade da vacina da Covid em crianças em Jaguaruna

Jaguaruna

“Marcha pelas Crianças” será no dia 30, com a participação do presidente da World Council for Health Brazil (Conselho Mundial de Saúde, em tradução literal), John Kage

 

Moradores organizam manifestação contra obrigatoriedade da vacina da Covid em crianças em Jaguaruna“Marcha pelas Crianças” será no dia 30, com a participação do presidente da World Council for Health Brazil (Conselho Mundial de Saúde, em tradução literal), John Kage
“Só queremos ter o direito de escolha. Estamos sendo tratados como criminosos, com coação e multa de até R$ 20 mil”, diz a moradora de Sangão Cheyenne Ferreira de Caldas Camponogara. Ela é uma das dezenas de mães que se mobilizam contra a obrigatoriedade da vacina da Covid-19 em bebês de 6 meses a crianças de até 5 anos.
Com a alegação de possíveis efeitos colaterais, elas criaram um grupo que organiza uma manifestação no município de Jaguaruna no próximo dia 30, uma terça-feira, a partir das 16h30.
O objetivo é se reunir em frente à Câmara de Vereadores e seguir em passeata até o Centro da cidade na ação intitulada “Marcha pelas Crianças contra Obrigatoriedade da Vacina da Covid-19”.
Segundo os organizadores, antes da manifestação serão feitas reuniões com o prefeito de Jaguaruna, Laerte Silva. A manifestação contará com a presença do presidente da World Council for Health Brazil (Conselho Mundial de Saúde, em tradução literal), John Kage, de São Paulo.
O ativista internacional pela autonomia médica, liberdade e crianças já organizou audiências em diferentes regiões do Brasil, Europa e Japão, pedindo a suspensão da obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 para bebês e crianças no Brasil.
“O Brasil é um dos únicos países que ainda exigem a vacina em crianças, que não são consideradas grupos prioritários, nem durante a pandemia. Nós temos conhecimento de causa e levamos estudos e embasamento científicos que comprovam os efeitos colaterais dessa vacina. Santa Catarina e Paraná são um dos poucos Estados que estão exigindo e multando pais que se recusam a vacinar seus filhos”, comenta John Kage em entrevista ao Folha Regional.
O ativista deve ir a Jaguaruna acompanhado de advogados que também se posicionam contra a obrigatoriedade da vacina em crianças.
Notificação e multa de quase R$ 20 mil
A 1ª Promotoria de Justiça de Jaguaruna tem atuado para garantir que pais e responsáveis vacinem as crianças conforme o Calendário Nacional de Vacinação, incluindo a vacina contra a Covid-19.
Só no ano passado, após ser notificada das infrações pelo Conselho Tutelar, a Promotoria de Justiça ajuizou, na 1ª Vara da comarca, 25 ações requerendo a aplicação de multa pelo descumprimento do poder-dever familiar.
As representações cíveis são contra aqueles pais que foram procurados pela Secretaria de Saúde para vacinação contra a Covid-19, receberam a visita do Conselho Tutelar, foram notificados e advertidos oficialmente pelo Conselho e ainda assim optaram por não imunizar os filhos.
O pedido de aplicação de multa tem base no artigo 249 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que tipifica como infração administrativa o ato de descumprir os deveres inerentes ao poder familiar, deixando de garantir aos filhos o direito à saúde.
Em seu artigo 14, o ECA também estabelece como “obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”, como no caso do coronavírus.
A moradora Jaine Rocha Machado é uma das mães que foram multadas por recusar a vacina da Covid-19 em sua filha e agora enfrenta dificuldades ao ter seu CPF bloqueado. “Um oficial de Justiça foi na minha casa enviar a notificação da multa de R$ 20 mil. Procurei um advogado e agora meu CPF está trancado. Não consigo receber nada na minha conta, que acaba sendo descontado. Está bem complicado. Estou tomando vários medicamentos para ansiedade”, relata.
Fonte:Folha Regional

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