Jaguaruna
Com 31 metros de altura e cerca de sete milênios de história, o Sambaqui Garopaba do Sul, em Jaguaruna, é patrimônio histórico nacional e destino estratégico para o turismo científico.
A paisagem de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina, guarda um monumento que desafia o tempo. O Sambaqui Garopaba do Sul não é apenas uma elevação no terreno; é um “cemitério-monumento” construído por populações pré-históricas conhecidas como sambaquieiros. Com mais de 30 metros de altura e uma extensão que ultrapassa os 200 metros, ele é reconhecido por arqueólogos como um dos maiores depósitos de conchas e vestígios humanos do planeta.
O que são os Sambaquis?
Diferente do que muitos pensam, essas estruturas não são acúmulos naturais. Elas foram erguidas intencionalmente ao longo de milhares de anos.
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Composição: Camadas sobrepostas de conchas de moluscos, restos de fogueiras, ferramentas de pedra e ossos de animais (peixes, baleias e aves).
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Função: Além de servirem como habitação e demarcação de território, eram utilizados principalmente como locais de sepultamento ritualístico.
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Idade: Estima-se que o gigante de Jaguaruna tenha começado a ser formado há cerca de 7.000 anos.
Patrimônio Sob Proteção
Hoje, o local é protegido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Mais do que um ponto turístico, o sambaqui é um arquivo a céu aberto. Através dele, pesquisadores conseguem entender a dieta, a saúde e até os rituais espirituais dos antigos habitantes da costa catarinense.
Para as pessoas que desejam conhecer, a visitação exige respeito ambiental e consciência histórica, já que o terreno é frágil e qualquer intervenção não autorizada pode apagar páginas valiosas da nossa pré-história.
Fonte:DM IPHAN
Foto: IPHAN



