Voluntários de Ongs Animais de Jaguaruna Pedem que Débitos Contraídos Com Clínicas Veterinárias de Tubarão Sejam Saudados

Jaguaruna

 Voluntários da causa animal  da Ong Vira -latas e Patinhas Unidas, entre outras Ongs ,elas  que se colocaram a disposição para ajudar na saúde dos animais  voluntariamente em dezembro de 2021 em Costa da Lagoa , estão  solicitando a máxima atenção do poder público Jaguarunense no que se refere a alguns débitos contraídos a época  da ação  ocorrida no canil clandestino em Costa da Lagoa débitos que foram autorizados por um servidor do  municipío que estava a frente da ação  em benefício da saúde dos animais a época.

Os protetores da causa animal tanto os Voluntários de Jaguaruna ,quanto os voluntários da causa animal de Tubarão e de Laguna que numa ação em conjunta no dia 11 de dezembro do ano passado  estiveram presentes no canil clandestino na Costa da Lagoa ainda aguardam  por uma solução sobre os pagamentos dos profissionais veterinários e clinicas que  realizaram os trabalhos no local com a devida autorização  segundo Ivonete Soares  responsável pela Ong Vira Lata.

Com objetivo de minimizar  o descaso que estava ocorrendo  os animais daquele canil, a causa  já  estava sobre a responsabilidade  da prefeitura de Jaguaruna ,  que ficaram com a tutela dos animais ,animais estes  que estavam em situação deplorável .

Segundo as voluntárias que estiveram no local ,presenciaram animais com bicheira, e inclusive  teve animais que perderam parte da cauda, tinha animal lá que estava com bicheira no pescoço  ,além de muitas fezes  e sujeira ,água ,limo   no espaço que  abrigava os cães ,um total abandono,

Segundo as protetoras voluntárias  ,ninguém esta eximindo ou tirando a responsabilidade  dos responsáveis, apenas estamos  solicitando que débitos que foram contraídos com clinicas veterinárias, e que durante a vigência da ação foi autorizada por um representante da prefeitura porém estes débitos até o momento não foram saudados com os credores .

Os protetores  de animais voluntários  ,estão desde a época dos atendimentos aos animais  tentando intervir  junto à prefeitura, para que seja paga as notas que estão no nome dos protetores ,protetores estes que estão sendo cobrados diariamente pelos débitos e que segundo eles valores que não são de suas responsabilidades.

Os protetores de animais voluntários ,acham isso  um descaso uma falta de respeito com os voluntários da causa animal , e lembram  que os  tratamentos dos cães chegou a um total de  R$ 4.000,00  conforme informou as voluntárias ,dívida que a principio segue  na responsabilidade  em nome de voluntários, porém segundo eles  débitos que foi autorizado a ser contraído por um servidor da prefeitura.

A situação dos cães já foi definida inclusive pelo Ministério Público ,que autorizou a entrega dos animais para lares temporários ,e posteriormente para lares definitivo, pois muitos cães já foram adotados por seus tutores, e o que resta a fazer é  realizar os pagamentos dos débitos que foram contraídos  a época dos atendimentos a nível emergencial, mais que infelizmente  até o momento não foram saudados com as clínicas e veterinários que realizaram os atendimentos.

Os  protetores voluntários  ainda afirmam que estão sendo chamados  nas clinicas, e estão sendo cobrados sobre quando será pago os débitos que  estão em aberto, e ponderam além de fazer um trabalho voluntário ainda ter que arcar com despesas  que não são responsáveis aí fica difícil  continuar a fazer trabalho voluntário desta maneira ponderou  Ivonete Soares voluntária  da Ong Vira -Latas.

Segundo a voluntária da causa animal, esta faltando honradez em saldar os valores  que ainda estão  em débito.

Vale lembrar que a ação em favor dos animais ,ocorreu no dia 11 de dezembro de 2021,onde houve uma ação conjunta voluntária da Ong Vira-lata de Jaguaruna  através da titular da ong Ivonete Soares, além da cooperação  e participação  do Presidente do Conselho de Saúde Marcelo          ,também se  fez presente , a vereadora de Laguna Nádia Tasso com um advogado que faz parte da proteção animal solpra de Laguna, também estavam voluntários do Patinhas Unidas de Tubarão.

As voluntárias da causa animal ,informam que não estão tendo  o respaldo do poder público municipal de Jaguaruna, no que diz respeito aos pagamentos destes  débitos ,haja visto que  a pior parte já foi resolvida na sua totalidade ,os cães que estavam doentes e abandonados já foram recuperados e doados o que estamos pedindo encarecidamente é que  possamos ver os débitos saudados com as clinicas veterinárias que depositaram confiança realizando os trabalhos veterinários e até hoje estão esperando para receber seus débitos.

Como última cartada e  com objetivo de tentar resolver os pagamentos dos débitos, as voluntárias   entraram em contato com vereadora Aline Vieira Bitencourt ,que  tentou buscar uma solução  com a prefeitura ,e que recebeu  como garantia que até o fim da tarde desta quarta feira 27as notas seriam pagas o que também não aconteceu, segundo a Vereadora Terezinha de Souza Nandi que conversou com o vice Prefeito de Jaguaruna  que ele salientou que não estava sabendo da existência destes débitos com clínicas veterinárias ,mais com uma ação que teve até participação do MP é impossível que o alto escalão do município não soubesse destes débitos.

Integrantes de Ongs  participaram da  sessão da câmara para  mais uma vez  fazer a cobrança  junto coma Vereadora Aline para que este problema venha se resolver de uma vez por todas.

Agora após  a exposição das notas durante a sessão da câmara espera-se que  os credores possam vir a receber  seus débitos.

 

Relembre o Caso  do Canil Clandestino em Jaguaruna

Canil clandestino: Animais começam a ser liberados para lares temporários em Jaguaruna

Grupo de voluntários organiza seleção de pessoas interessadas. Mais da metade dos cães já foram adotados

Os mais de 40 animais encontrados em canil clandestino em Jaguaruna estão sendo encaminhados para lares temporários. Sob responsabilidade do município, os cães passaram a contar também com a atenção de um grupo de voluntários de Ongs e ativistas da causa animal.

Nesta segunda-feira, dia 20, os voluntários, acompanhados por veterinários, deram banho nos cachorros e receberam dezenas de pessoas que se candidataram ao processo de adoção temporária, conforme determinação da Justiça.

Mais da metade já foram. As pessoas que estão com animais em lar temporário terão prioridade nas adoções deles devido o vínculo de afeto e pensando no bem estar-animal”, explica o advogado Dener Vieira Nascimento, que representa o Coletivo Animal, a Solpra de Laguna e está coordenando o processo de lar responsável temporário junto com veterinárias.

Outras pessoas também estão auxiliando na manutenção dos animais e no processo seletivo como representantes dos grupos Patinhas Unidas, Segunda Chance, Unidos Por Eles, Proteção Animal, Proteção Animal vira Lata e Solpra Voluntariado.

O voluntário Juan da Silva, da Associação de Proteção Animal Vira Latas, explica que os interessados em adotar um dos cães passam por análises feitas por meio de um questionário e entrevistas. Há um termo de compromisso que o candidato deve assinar também, ciente de todos os pontos específicos. “Esperamos que até o Natal os cães se encontrem em famílias cheias de amor e carinho, pois sabemos que não foram dias fáceis para aqueles nobres animais”, comenta.

De acordo com a veterinária voluntária Evelize Goulart Cavagnoli, cerca de 200 pessoas chegaram a se candidatar para adoção, porém, a maioria queria apenas os animais de pedigree. “Tivemos muitos interessados, mas muitos queriam só de determinada raça e doação permanente e acabaram desistindo”, diz.

Na sexta-feira, dia 10, foram feitos nos 43 cães exames e coletas para análises laboratoriais em parceria com a Unisul. Segundo informações, o resultado não apontou doenças de risco que impedissem a liberação dos animais.

Casal acusado de administrar canil clandestino e maltratar animais seguirá preso 

A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, negou habeas corpus e manteve a prisão preventiva de dois homens – de 67 e 27 anos – acusados de administrar o canil clandestino em Jaguaruna.

No local, segundo denúncia do Ministério Público (MP), o casal sujeitava 48 animais a inúmeros maus-tratos, desde escassez de alimentos e ausência de higiene até a falta de veterinários para acompanhamento de verminoses e zoonoses. Uma operação policial flagrou o caso no dia 19 de outubro.

Entre os animais sob guarda, cães de raças como Spitz Alemão, Akita, Pastor Malinois, Border Collie. Husky Siberiano, Cane Corso e Samoieda, além de outros sem raça definida. Os donos também foram denunciados pelo crime de poluição na área de 5 mil metros quadrados, às margens da BR-101, no município de Jaguaruna. Trechos de relatórios produzidos por veterinários após inspeções ao local, anexados aos autos, assim como a morte de pelo menos dois animais, enterrados em cova rasa no sítio, contribuíram para a manutenção da segregação dos envolvidos, em voto condutor do desembargador Getúlio Corrêa, relator do habeas corpus:

Quadro de desnutrição agravado, [animais] caquéticos e com sinais de desidratação; diversos estavam doentes, apresentando olhos profundos e opacos, êmese (vômitos), mostrando intolerância alimentar e/ou intoxicação; diversos outros mostravam sintomas de doenças infectocontagiosas e parasitas, tais como: caquexia (magreza extrema), desnutrição, verminoses, diarreia sanguinolenta, enterite.”

“Todos os cães apresentavam lesões cutâneas em diversas áreas do corpo e com diferentes graus de severidade, algumas compatíveis com infestação de ácaros, outras compatíveis com fungos e dermatite severa, bem como sarnas, descarga nasal, falhas no pelo e ocular tosse. Também apresentavam alta infestação de pulgas.”

“Um dos cachorros apresentava sinais de fraturas ósseas múltiplas e deficiência endócrina, com inchaço dos membros; vários cães estavam prostrados e apáticos; os cães apresentavam níveis de estresse. Alguns estavam amarrados sem sequer conseguirem dar um giro de 360º, enquanto outros se encontravam em estrutura a céu aberto e isolados com cerca elétrica.”

O MP sustenta ainda que os dois homens, que vivem em união estável, já teriam administrado outros canis no Estado, em Rancho Queimado e Santo Amaro da Imperatriz, de onde saíram após as primeiras denúncias sobre maus-tratos de animais. O homem mais velho, no transcurso do processo, chegou a aventar a possibilidade de mudar residência para o Espírito Santo, de onde ele vem.

“Tais fatos são, sim, indicativos de risco concreto de reiteração criminosa e da necessidade de garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal”, resumiu o desembargador Getúlio ao denegar o habeas corpus, em voto que foi seguido de forma unânime pelos demais integrantes daquele órgão julgador. O casal, até nova deliberação, seguirá segregado durante a tramitação do processo.

Fonte: Sul em Destaque.com.br

 

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