Idosos Condenados Pelo 8 de Janeiro Tem Prisão Domiciliar Autorizada Por Moraes

Justiça

dosos condenados pelo 8 de Janeiro tiveram a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo a ASFAC (Associação dos Familiares e Vítimas do 08 de janeiro) e a ativista Pérula Tuon, pelo menos 18 presos pelos atos com idades de 61 a 74 anos receberam o benefício em decisão publicada na sexta-feira (24).

Os idosos cumprem penas que variam de 13 a 17 anos de prisão. Em prisão domiciliar, os idosos terão de seguir medidas cautelares, como o uso tornozeleira eletrônica e passaportes suspensos.

Moraes determina medidas contra idosos condenados pelo 8 de Janeiro

Os condenados que tiveram o benefício da prisão domiciliar concedido por Moraes também não poderão sair do país, usar redes sociais, se comunicar com outros envolvidos no 8 de Janeiro e receber visitas, além de defesa e família.

Pouco menos de uma semana antes da sessão do Congresso Nacional para analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria, o ministro Alexandre de Moraes tomou uma decisão.

O projeto de lei propõe a redução de penas para os presos pelo 8 de Janeiro e para aqueles envolvidos em uma tentativa de golpe de Estado.

Fátima de Tubarão foi uma das beneficiadas com a domiciliar

Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza, a Fátima de Tubarão, é uma idosa de Santa Catarina que ganhou notoriedade nacional após gravar vídeos durante a invasão aos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023.

Na gravação, feita dentro do STF, ela comemorava a destruição do prédio e proferia ameaças, dizendo que iria ‘pegar o Xandão’.

Ela foi presa ainda em janeiro de 2023 pela Operação Lesa Pátria e condenada pelo STF a 17 anos de prisão. Fátima respondeu por crimes, como golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, e recentemente teve prisão domiciliar concedida pela Justiça devido à sua idade.

Lista dos idosos condenados pelo 8 de Janeiro em prisão domiciliar

  • Ana Elza Pereira da Silva, 65 anos, custodiada no Goiás
  • Claudio Augusto Felippe, 62 anos, custodiado no Distrito Federal
  • Francisca Hildete Ferreira, 64 anos, custodiada em São Paulo
  • Germano Siqueira Lube, 61 anos, custodiado no Espírito Santo
  • Iraci Meugmi Nagoshi, 74 anos, custodiada em São Paulo
  • Jair Domingues de Morais, 68 anos, custodiado em São Paulo
  • João Batista Gama, 64 anos, custodiado no Distrito Federal
  • Jose Carlos Galanti, 67 anos, custodiado em São Paulo
  • Levi Alves Martins, 64 anos, custodiado no Mato Grosso
  • Luis Carlos de Carvalho Fonseca, 65 anos, custodiado na Bahia
  • Marco Afonso Campos dos Santos, 64 anos, custodiado em Minas Gerais
  • Maria de Fátima Mendonça Jacinto, 71 anos, custodiada em Santa Catarina
  • Maria do Carmo da Silva, 64 anos, custodiada no Mato Grosso
  • Moises dos Anjos, 64 anos, custodiado em São Paulo
  • Nelson Ferreira da Costa, 62 anos, custodiado no Goiás
  • Rosemeire Aparecida Morandi, 61 anos, custodiada em São Paulo
  • Sonia Teresinha Possa, 69 anos, custodiada no Paraná
  • Walter Parreira, 66 anos, custodiado em São Paulo

Condenados do 8 de Janeiro

A mobilização, inicialmente apresentada como protesto contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022, rapidamente se transformou em um ataque às instituições.

No mesmo ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciou o julgamento das ações penais conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes contra os envolvidos nos atos. Três anos depois, os processos resultaram em mais de 800 condenações, 14 absolvições e dezenas de foragidos.

Entre os condenados estão integrantes do alto comando militar, ex-ministros do Executivo e o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusados de orquestrar um plano de golpe de Estado com o objetivo de assassinar Lula e manter Bolsonaro no poder.

Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes favoráveis ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Dados do gabinete de Moraes, divulgados pela CNN, indicam que, das 835 pessoas condenadas, apenas 158 estavam presas até janeiro deste ano — cerca de 19% do total.

Metade dos réus teve a pena de prisão convertida em prestação de serviços comunitários. Dos que permaneceram em reclusão, a maioria aguarda o desfecho do processo em liberdade.Idos

Fonte: ND +

Foto:   Foto: Mario Frias/Instagram/Reprodução/ Sulemdestaque

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