Da lavoura à presidência: Diretora de cooperativa de crédito fala sobre trajetória de desafios e conquistas 

Treze de Maio

Roseli Del Sante Cancelier comanda a Cresol Treze de Maio e compartilha sua história de participação no cooperativismo até chegar ao cargo de liderança

Aos 36 anos, Roseli Del Sante Cancelier, assim como muitas mulheres, tem dupla jornada. Ela se divide entre os cuidados com marido e filhos, a casa, e o trabalho. Atualmente exercendo um cargo de liderança, como diretora presidente da cooperativa de crédito Cresol Treze de Maio, ela lembra do início de sua trajetória na agricultora familiar.

Desde a infância, Roseli convive com mulheres fortes, que se dedicaram à agricultura para garantir o sustento de suas famílias. A jovem seguiu no mesmo caminho trilhado por muitas mulheres de sua família e comunidade e encontrou no cooperativismo, uma causa para lutar e alcançar novos voos. Saindo da adolescência, em 2007, ela recebeu o convite para fazer parte do primeiro Conselho de Administração da Cresol Treze de Maio – conselho este formado integralmente por homens.

Sempre fui agricultora familiar antes de me dedicar integralmente à Cresol. Trabalhava na lavoura de fumo, milho e feijão. Em setembro de 2007, fui convidada a fazer parte como secretária do primeiro Conselho de Administração da Cresol Treze de Maio, que até então era Posto de Atendimento da Cresol Jaguaruna, e estaria se desmembrando, ficando uma agência independente. No primeiro momento fiquei assustada com o convite, pois não tinha conhecimento da causa e sempre vivi no meu mundo da roça e dos estudos”, relembra Roseli, que apesar da insegurança, aceitou o convite, pois cresceu em meio a movimentos de luta por melhorias no meio rural.

Quando foi para fundar a Cresol Treze de Maio, meu pai cedeu seu lugar para mim no Conselho de Administração, a qual topei após incentivos e apoio da minha mãe. Desde então iniciei meus trabalhos, com muita dificuldade. Nos anos de 2008 a 2012 fui Coordenadora de Habitação Rural, reformando e construindo casas com recursos do governo a fundo perdido, que trouxe a realização de um sonho para muitos agricultores.”

Aos poucos, Roseli foi se dedicando cada vez mais à cooperativa de crédito. Ela fez cursos técnicos de contabilidade e administração e em seguida uma graduação em contabilidade, mas sem se afastar do trabalho no campo.

Fonte:FR

Por Liziê dos Santos

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