Para celebrar o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano precisamos pensar em uma grande volta, um grande retorno para a harmonia de vida. Isso é o que chamamos de resiliência. Depois de uma catástrofe em âmbitos climáticos, social e político, precisamos voltar ao que realmente somos. Precisamos nos refazer, nos reconstituir como comunidade humana integrada ao conjunto de vida onde tudo está interligado. Não se trata de um simples “saltar de volta”, como é o significado etimológico de resiliência no Latim. Resiliência hoje, diante da catástrofe no Sul do Brasil, é mais do que a “capacidade de recuperação após um golpe”. Deve ser um grande retorno para o equilíbrio da vida.
Quando as casas foram sendo inundadas, nos apressamos em socorrer tudo o que vive, desde um pequenino cãozinho ao valente cavalo Caramelo. Graças a Deus que, desde a “Arca de Noé”, temos este instinto de socorrer tudo o que vive. Em nossa resiliência precisamos continuar incluindo todas as formas de vida. Precisamos nos reconstituir em plena harmonia com a Terra, com as águas, as florestas, os animais e tudo o que vive. Nossa resiliência inclui pensar na cidadania dos rios. Eles têm nome, formato, contornos, história de vida. Não podemos ignorar os caminhos das águas. Elas são influenciadas por um conjunto de coisas, inclusive por nossas ações.
Tomara que possamos viver uma resiliência sócio-climática, nos recuperando juntos, comunidades, pessoas, natureza. E que possamos nos refazermos.
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