Em Araranguá, Júri Popular condena quatros homens por homicídio triplamente qualificado

Araranguá

Em Araranguá, Júri Popular condena quatros homens por homicídio triplamente qualificado

Na quarta-feira, dia 11, quatros homens foram condenados, em Sessão do Tribunal do Júri da comarca de Araranguá, a 44 anos – somando as penas – de prisão pelo homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver de Samuel Ribeiro Nunes, mais conhecido como “Samuca”, encontrado morto aos 36 anos. O corpo de “Samuca” foi encontrado em estado de decomposição no final da tarde do dia 03 de julho de 2018, em um banhado localizado no lixão da Vila Dona Izabel, em Balneário Arroio do Silva.

Na época, agentes da Polícia Civil da Delegacia de Proteção à Criança, Mulher, Adolescente e Idoso (DPCAMI) de Araranguá e da DPMU de Balneário Arroio do Silva, coordenados pelo delegado Jair Pereira Duarte, encontraram o corpo jogado em um banhado, por volta das 17h30min do dia 03/07/2018. No dia 11 do mesmo mês o corpo foi identificado e após um intenso trabalho de investigação, no dia 22 de agosto de 2018, três jovens foram presos.

Segundo a denúncia, os réus invadiram a casa da vítima e a agrediram com socos, chutes, pedras, pedaços de pau e com uma faca, que foi usada para cortar a garganta da vítima, posteriormente o cadáver foi jogado no banhado. O crime teria sido cometido por vingança, já que os réus acreditavam que a vítima teria furtado a residência de um parente de dois dos réus que são irmãos.

Na sessão que começou por volta das 08 horas e encerrou por volta das 22h30min, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo fútil com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Condenação

Dos cinco réus pronunciados, um homem de 27 anos foi absolvido e quatro foram condenados. Rômulo dos Santos Cardoso de 30 anos, foi condenado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver a 17 anos de prisão. Já os irmãos Natã João Nunes de Souza de 23 anos e Ruan João Nunes de Souza de 22, foram condenados por homicídio triplamente qualificado. Natã foi condenado a 14 anos de prisão e Ruan a 12 anos. João Figueredo Corrêa Junio de 31 anos, foi condenado por ocultação de cadáver a 1 ano e quatro meses.

Os réus devem cumprir a pena em regime inicial fechado, ainda à eles foi negado o direito de recorrer em liberdade. Cabe recurso da decisão ao TJSC. O processo tramitou em segredo de justiça.

A sessão foi presidida pela juíza Thania Mara Luz, titular da 1ª Vara Criminal da comarca de Araranguá. Na acusação, atuou o promotor de justiça Gabriel Ricardo Zanon Meyer, e na defesa, os advogados Gian Carlos Goetten Setter, Leonardo Henrique Mallmann, Diego Pablo de Campos Maciel, Renan Cioff de Sant’ Ana, Priscila Serafin Proenca e Joyce Ferreira de Oliveira.

 

Fonte:Portal Agora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *