Jaguaruna
Jaguaruna sem dois terços dos passageiros
Desde quinta-feira, o problema tem sido o mesmo para os passageiros da Latam que embarcariam às 15h10min em Jaguaruna com destino a São Paulo. Sem aeronave, ou aceita o paliativo – transporte rodoviário até Florianópolis para então embarcar – ou então perde a viagem. O problema técnico que tirou de operação o caminhão de bombeiros que serve à guarnição no aeroporto vem gerando prejuízos desde então.
“É uma decisão da Latam, que não operou na quinta, sexta nem fim de semana. De fato é um prejuízo grande”, reconhece Fernando Castro, gerente-geral da RDL Aeroportos, gestora do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi.
Ainda não há certeza se a Latam operará nesta segunda-feira. A princípio, o sistema ainda acusa chegada de voo vindo de Congonhas às 14h35min e o embarque às 15h10min com destino à capital paulista. “Mas como nada mudou de sexta para cá, imaginamos que a Latam continue com essa decisão de não voar”, lamenta o gerente. “Essa confirmação só teremos no fim da manhã”, registra.
Sobre o prejuízo, a Latam movimenta cerca de 65% dos passageiros que fazem uso do aeroporto em Jaguaruna. “É essa a proporção aproximada, cerca de dois terços dos passageiros são da Latam e uns 35%, por tamanho de aeronave, são da Azul”, contabiliza Castro. “É um baque para o aeroporto e para a região”, avalia. “E se trata de um prejuízo que se capilariza por todas as organizações que estão inseridas no contexto. O pessoal de rampa parado por quatro dias, restaurante não vende nada, lojinha também, locadoras de veículos não alugam carros, a empresa Içarense que faz o transporte de passageiros da Latam a partir de Criciúma não transporta nada”, enumera o gerente.
Azul decide operar
Enquanto isso, a Azul Linhas Aéreas optou por continuar suas operações, mesmo com o caminhão de bombeiros ainda operando parcialmente. “Entre segunda e terça-feira (hoje e amanhã), o técnico da empresa que montou a fuselagem, as bombas e o sistema contra incêndio virá aqui no aeródromo para avaliar a situação do caminhão e o que fazer”, informa Castro.
Por Denis Luciano

