Lava de vulcão em La Palma se aproxima do mar, e contato com a água elevará o risco de gases tóxicos
Os cientistas previam que a lava alcançaria a costa por volta das 20h desta segunda-feira (hora local, 16h em Brasília), mas o fluxo se desacelerou. Miguel Ángel Morcuende, diretor técnico do Pevolca (Plano de Emergências Vulcânicas das Canárias), disse, já de noite, que “tivemos menos atividade no vulcão, menos volume de massa magmática”. “A atividade do vulcão se desacelera. A lava está sobre o bairro de Todoque. Ainda falta metade do caminho percorrido para chegar ao mar.
Não vai chegar esta noite”, acrescentou. Ainda não está claro quando o rio de lava chegará ao oceano, e se o fará por cima ou pela base da montanha de Todoque, com um avanço mais lento e depois de se abrir uma nova boca eruptiva em Tacande, a 900 metros da principal. Um cenário que os cientistas do Pevolca já previam.
Quando a língua de lava (com temperatura aproximada de mil graus Celsius) alcançar o mar (cuja água está a pouco mais de 20 graus) ocorrerá uma explosão de vapor de água que gerará uma densa nuvem branca. A lava, com seu calor extremo, provoca esse penacho, mas também uma reação química, da qual participa principalmente o cloro, que pode irritar a pele, os olhos e as vias respiratórias.
Há quatro perigos principais associados à lava que flui para o oceano, segundo o Departamento de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos: o desmoronamento repentino dos terrenos e escarpas do litoral, as explosões desencadeadas por esse colapso, as ondas de água fervendo que são geradas no entorno e, por último, a coluna de vapor tóxico com ácido clorídrico e pequenas partículas de cristais vulcânicos.
Com informações de El País.

