Tubarão
Patrimônio de complexo termelétrico é transferido à Diamante
Desde o dia 1º de janeiro está consolidada a transferência do patrimônio do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a Diamante Geração de Energia Ltda., empresa controlada da Engie Brasil Energia. Essa transferência é parte do processo de descarbonização da Engie, que passa pela venda das empresas Jorge Lacerda e Pampa Sul.
De acordo com Eduardo Sattamini, diretor-presidente da Engie Brasil Energia, foi efetuado o chamado “carve-out” no início do ano. “Como essa é uma ação eminentemente contábil, não há impacto imediato na operação da usina ou nos colaboradores lotados no CTJL.
A transferência ocorreu por meio de aumento de capital da Diamante, via integralização do ativo imobilizado e estoque. Com a transferência dos ativos, todas as atividades operacionais do CTJL, como venda de energia, compras de carvão, materiais e serviços, pagamento de tributos etc. foram centralizadas na Diamante.
Eduardo ainda destaca que a due diligence, que é parte do processo de venda dos ativos a carvão da empresa no Brasil, feita pela ContourGlobal, ocorreu no início deste ano e “o potencial comprador teve acesso a nossas instalações e pôde atestar a excelência operacional das usinas, bem como de nossos procedimentos e informações financeiras relativas ao Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda”, conclui.
O que significa Carve-out
O termo em inglês é utilizado por empresas para denominar operações em que uma “companhia-mãe” vende, através de uma oferta pública de ações, a fatia minoritária de uma subsidiária constituída a partir da segregação de uma divisão de negócios. A ideia é revelar o potencial desta unidade, que, misturada aos ativos da companhia-mãe, poderia não ser devidamente precificada pelo mercado, e captar recursos para o seu desenvolvimento.
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