Colunista
Precisamos falar mais sobre inclusão!
Bom, não teria como haver outra forma de começar a falar.
Esta semana tivemos um fato triste em nossa cidade, ao qual deixou muito claro o quanto é defasada a educação inclusiva em nosso município.
O quanto ainda falta muita informação a respeito do assunto inclusão, a necessidade de capacitação e cursos de reciclagem para os profissionais da cidade. Pois este é um assunto que vive em constante mudança nas leis, e principalmente a cada dia surge um novo método de ensino para atrair a atenção de alunos em sala de aula.
Sabemos que cada pessoa dentro do espectro autista é diferente, logo temos a certeza de que cada pessoa deve ser atraída de um modo diferente.
Para isso precisamos de profissionais que tenham acesso a novos métodos, idéias e formas para fazer o seu trabalho.
A famosa frase ” Família, escola regular e terapias tem que andar juntas”, não é apenas uma frase de efeito, é a realidade para que tenhamos sucesso com nossas crianças.
Deve haver comunicação, interação e confiança nestas relações.
Não posso falar por parte educacional , mas como mãe atípica posso garantir que uma criança com TEA precisa sentir uma ligação de confiança para que tenha desenvolvimento e sucesso no seu dia a dia.
A família atípica vive uma constante “dança”, dando diariamente um passo para frente e dois para trás quando esta ligação não existe.
Quem trabalha com educação especial deve ter paciência, amor e força diária tanto quanto a própria família.
Precisamos de mais suporte, precisamos de mais atenção e principalmente precisamos de mais inclusão.
Inclusão esta que irá se dar quando o âmbito escolar se adequar ao TEA, e não o TEA ter que se adequar ao âmbito escolar.
É uma luta exaustiva, que deveria ser mais fácil, pois conseguimos nos adaptar em casa, a educação nas escolas tem muito mais condições de se adaptar também .
Basta ter vontade e suporte do município!
Por: Fabi de Castro


