Série documental preserva a história de Santa Catarina
Primeiro episódio é lançado nesta quarta-feira, 20, no Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, com entrada gratuita.
O desafio de alcançar a fixação da imagem levou tempo. Chapas de metal, daguerreótipos, vidro, películas de plástico e rolos de filme compõem a evolução fotográfica até chegar nos equipamentos atuais. Uma modernização que, a cada novidade, permitiu narrar histórias e a História com mais fidelidade. Foi assim que, entre os anos de 1940 e 1990, o fotógrafo Gentil Reynaldo se dedicou a documentar em fotografias o cotidiano, as pessoas e as paisagens da região de Jaguaruna, no Sul de Santa Catarina. Desde os retratos de família aos acontecimentos da civilização, a veracidade palpável daquilo que o município viveu e a comunidade participou no passado.
No hoje, temos o relato oral da população, principalmente dos idosos, a partir do que lembram ao ver as imagens do acervo de Gentil. Trata-se da memória viva, transmitida de geração em geração, registrada em audiovisual pela primeira vez, na série documental “Gentil Memória: Histórias que o povo conta”. O lançamento do seriado ocorre nesta quarta-feira, 20, às 19 horas, no Cinema do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis. Com recordações nunca antes documentadas, o filme tem classificação livre, e entrada gratuita. A iniciativa é do projeto Gentil Memória, que preserva o acervo de mais de 80 mil fotografias de Gentil Reynaldo.
O projeto cumpre a nobre função de enriquecer as narrativas sobre o passado, a influência disso no presente e no futuro da comunidade. “A série é mais uma iniciativa do projeto para difundir as fotografias. Afinal, somos um canal entre a população, o patrimônio e o imaginário coletivo”, revela o diretor do Gentil Memória, Guilherme Reynaldo. E nada mais justo do que entrevistar a própria comunidade na série documental. Neste primeiro episódio são depoimentos dos jaguarunenses Armeli Maria Duarte Corrêa, Francisco Bertolino da Silva, Marina dos Santos Souza e Sebastião Valdemar Porto.
Créditos: Assessoria/Gentil Memória












