Três fatores podem ter levado a trágico acidente com 19 mortos na divisa de SC com PR

Trânsito

Três fatores podem ter levado a trágico acidente com 19 mortos na divisa de SC com PR

Quatro meses após a tragédia na BR-376, Polícia Civil realizou uma operação para reunir novas provas sobre a tragédia que deixou outras 33 pessoas feridas

Organização criminosa, imprudência e falta de manutenção do veículo. Estes seriam os motivos que contribuíram para a morte de 19 pessoas após o trágico acidente na BR-376, na divisa entre Santa Catarina e o Paraná, em janeiro deste ano.

Além das mortes, outras dezenas de pessoas ficaram feridas na manhã do dia 25 de janeiro, no km 668 da rodovia. Nesta terça-feira (25), que marca os quatro meses da tragédia, a Polícia Civil do Paraná realizou uma operação que tem como alvo os responsáveis pelo acidente.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Edgar Santana, além de conseguir entender toda a dinâmica do acidente, também foi possível encontrar provas que apontam para uma suposta organização criminosa que fazia o transporte clandestino de pessoas do Pará para o Sul do Brasil.

No depoimento de vítimas e parentes das vítimas fatais, foi relatado que o motorista vinha dirigindo em boa parte do trajeto de forma agressiva e irresponsável, deixando de observar as regras de sinalização, além de relatos de excesso de velocidade e frenagem brusca em alguns trechos”, explica.

O que aconteceu no acidente? 

O laudo pericial constatou que o motorista, minutos antes da colisão, transitava pela rodovia há 114 km/H – no trecho a velocidade máxima permitida é de 60 km/H. Depois, há cerca de 250 metros do acidente, a velocidade teria caído para 96 km/h e, dez segundos antes, ele conseguiu, ainda, reduzir para 54 km/h.

Para o delegado, isso demonstra que o freio estava funcionando durante o acidente, ao contrário do que motorista havia dito no depoimento. Na ocasião, ele alegou que houve falha nos freios.

“Por esse motivo, entendemos que houve o dolo eventual, ou seja, o motorista estava assumindo o risco de causar o acidente, o que se enquadra no homicídio doloso”, salienta o delegado.

Além disso, Santana diz que a investigação apurou que havia falta de manutenção no veículo e a forma de contratação do motorista foi feita de maneira oral, sem uma legislação firmada. Por conta disso, o dono do veículo também deve responder pelas mortes.
Fonte: ND  Mais
Fotos ND Mais e Policia Civil Santa Catarina

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