Em um trecho do documento, os advogados afirmam que as dificuldades financeiras presentes se devem “principalmente aos recentes anos pregressos de gestões temerárias (forjadas sob uma ‘parceria’ com um grupo investidor vendida como chave para o sucesso, mas que se revelou desastrosa em todos os sentidos) e aos efeitos catastróficos que a pandemia da COVID-19 gerou sobre a sua capacidade de manutenção de determinadas fontes de receita e de geração de novas”. Ainda segundo o pedido, caso uma solução não seja encontrada o clube corre risco de decretar falências e encerrar as suas atividades no futebol. “O Figueirense, instituição centenária de destaque no desporto brasileiro, não possui condições de continuar a sua operação-futebol sem o auxílio de um procedimento que lhe permita renegociar seu endividamento passado de maneira organizada, global e com proteção dos seus ativos”, afirma outro trecho. A renegociação das dívidas seria necessária para que “se preserve a operação-futebol dos Requerentes e se assegure o resultado útil do processo de recuperação, a ser instaurado perante este MM. Juízo na forma da LRF e no prazo de 30 (trinta) dias”. Atualmente, o Figueirense possui uma folha salarial do Figueirense Futebol Clube gira em torno de R$ 150. Somado a este valor está a folha de pagamento da Figueirense Ltda., que custa aproximadamente R$ 60 mil. “Esta operação gera, ainda, mais de R$ 120 mil a título de tributos mensalmente”. Os advogados solicitam que o pedido seja concedido em caráter de urgência.

Florianópolis

Com R$ 165 milhões em dívidas, Figueirense solicita recuperação judicial

Clube requer renegociação dos valores para evitar falência

O Figueirense Futebol Clube entrou com um pedido de recuperação judicial na Vara Regional de Recuperações Judiciais, Falências e Concordatas da Comarca de Florianópolis. O documento, assinado por cinco advogados de escritórios contratados para elaborar o pedido foi encaminhado nessa quinta-feira, dia 11.

Conforme o texto, o time alvinegro acumula dívidas de mais de R$ 165 milhões. Para tentar reverter a situação, o clube pede a suspensão da exigibilidade de “todos e quaisquer créditos trabalhistas e quirografários”, além do levantamento de “todos e quaisquer ativos do Clube que tenham sido objeto de bloqueios ou arrestos, assim como os dados em caução ou depósito, nos processos em que se discutem os créditos trabalhistas e quirografários que serão restruturados no âmbito do processo”.

Em um trecho do documento, os advogados afirmam que as dificuldades financeiras presentes se devem “principalmente aos recentes anos pregressos de gestões temerárias (forjadas sob uma ‘parceria’ com um grupo investidor vendida como chave para o sucesso, mas que se revelou desastrosa em todos os sentidos) e aos efeitos catastróficos que a pandemia da COVID-19 gerou sobre a sua capacidade de manutenção de determinadas fontes de receita e de geração de novas”.

Ainda segundo o pedido, caso uma solução não seja encontrada o clube corre risco de decretar falências e encerrar as suas atividades no futebol. “O Figueirense, instituição centenária de destaque no desporto brasileiro, não possui condições de continuar a sua operação-futebol sem o auxílio de um procedimento que lhe permita renegociar seu endividamento passado de maneira organizada, global e com proteção dos seus ativos”, afirma outro trecho.

A renegociação das dívidas seria necessária para que “se preserve a operação-futebol dos Requerentes e se assegure o resultado útil do processo de recuperação, a ser instaurado perante este MM. Juízo na forma da LRF e no prazo de 30 (trinta) dias”.

Atualmente, o Figueirense possui uma folha salarial do Figueirense Futebol Clube gira em torno de R$ 150. Somado a este valor está a folha de pagamento da Figueirense Ltda., que custa aproximadamente R$ 60 mil. “Esta operação gera, ainda, mais de R$ 120 mil a título de tributos mensalmente”. Os advogados solicitam que o pedido seja concedido em caráter de urgência.

Por Lucas Renan Domingos

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