O Criciúma optou pelo novo. Contratou um técnico “diferente”. Mazola Junior nunca trabalhou no Sul. Isso não significa que terá dificuldades de adaptação, até porque o clube não está disputando uma competição regional. Sobre competições nacionais, Mazola tem experiência. Já conquistou acessos importantes. Mas a missão no Tigre é outra. Ele precisará livrar a equipe do rebaixamento. Não há tempo para testes. Mazola precisará ser auxiliado pelos profissionais que estavam aqui e, acima de tudo, ouvir os jogadores. É preciso “fechar o grupo”. Somente com muita união, o grupo carvoeiro terá condição de escapar da degola. Essa será a tônica das próximas 33 rodadas
Afirmar que há tempo para uma recuperação parece simplificar a tarefa da nova comissão técnica tricolor. Mas não é bem assim. Cada jogo daqui pra frente terá um componente a mais de dificuldade. A pressão por estar no Z-4 e ainda fazer dois jogos seguidos fora de casa, após enfrentar o Juventude em casa, faz o técnico Mazola Júnior ter uma ideia da grande bomba que ele tem em mãos.
Política da boa vizinhança
Mazola disse, em entrevista coletiva, que “herdou um trabalho bem feito”. É óbvio que o novo comandante fez a velha política da boa vizinhança. Foi uma resposta com um tom corporativista. Não quis atacar o antigo treinador e companheiro de profissão. A verdade é que o Criciúma não se entende em campo. A herança é pesada. Sem falar que jogadores importante precisam ser recuperados fisicamente. São muitas necessidades no momento.
Vencer ou vencer
Não importa a maneira. O importante é o Criciúma vencer o Juventude, que por sinal não é nenhum bicho de sete cabeças. Os três pontos darão um pouco mais de tranquilidade para o grupo trabalhar. A calmaria se faz ainda mais necessária pelo fato de o Tigre fazer dois jogos contra adversários que vivem uma boa fase. Após encarar o Ju, o Tricolor pega o Fortaleza e o Avaí, longe do torcedor.
Se o Peixe dá um bom exemplo na “D”, o JEC faz justamente o contrário na Série C. O time da Manchester perdeu mais uma no final de semana. No sábado, em casa, o JEC perdeu para o Cuiabá por 3 a 2, amargando a lanterna do grupo B. É um sério candidato ao descendo. A grande decepção ficou por conta do técnico Matheus Costa, que foi contratado com uma grande expectativa. Mas, infelizmente, não conseguiu emplacar o jeito necessário para o time trilhar o caminho das vitórias.


