Placa em Homenagem ao Ex-Vereador MergínioJoaquim dos Santos Foi Inaugurada na Arêa Industrial

Jaguaruna

Inaugurada placa em homenagem a Mergínio Joaquim dos Santos

Na tarde desta quarta-feira (18), foi realizado na localidade de Retiro, o descerramento da placa de homenagem ao  Sr. Mergínio Joaquim dos Santos (In Memoriam), em comemoração ao seu Centenário de Nascimento. e por ter sido doador do terreno onde fica o Parque Industrial de Jaguaruna.
Estiveram presentes no evento o Prefeito Municipal Edenilson Montini da Costa, a Presidente do Legislativo Vereadora Joelma de Miranda Cruz, os Secretários de  Saúde e de Esporte,Turismo, Juventude e Eventos, funcionários,representantes da família, dando destaque em especial a esposa do homenageado e também homenageada, Sra. Maria Izaltina de Souza que completa  essa semana, seus 100 anos de vida e sabedoria.

Biografia MERGÍNIO JOAQUIM DOS SANTOS
Político, Comerciante, Industrial e Agropecuarista Jaguarunense, nasceu na localidade de Sanga Grande Alta, em 09.01.1919.
Filho primogênito de Joaquim Sebastião dos Santos e de dona Umbelina Maria de Jesus, é lembrado pelos que o conheceram como um homem justo, honesto, trabalhador, de visão empreendedora e desenvolvimentista.
Filho de agricultores, mudou-se aos dez anos de idade, com seus pais e irmãos, para a localidade de Retiro, em busca de melhores condições socioeconômicas, continuando no exercício das atividades agrícolas em terras mais favoráveis às lides da família.
Dos vinte e um aos vinte e três anos, passou a trabalhar por conta própria, ainda nas atividades agrárias.
Jovem tornou-se autodidata, lendo e escrevendo fluentemente.
Desenvolveu, também, sob orientação de professor particular, após os trabalhos diários na lavoura, notável habilidade para os cálculos matemáticos, um dom do qual se orgulhava.
Solteiro, trabalhou na Cooperativa Rural de Jaguaruna, sob o comando do gerente, Sr.José Malaquias.
Hábil negociador, Merginio encontrou nesse trabalho o estímulo para melhores oportunidades profissionais, as quais mais tarde iniciou e desenvolveu, agindo sempre de forma ética e ilibada.
Casou em 23 de novembro de 1940, com Maria Izaltina de Souza (*1919), mulher simples, sábia, inteligente, parceira, paciente, dedicada as lides domésticas, que o incentivou a galgar com segurança e confiança funções importantes, as quais contaram sempre com seu irrestrito apoio, nada obstante a presença providencialmente discreta.
Hoje, prestes a completar cem anos de vida, Maria continua, com sua lucidez e sabedoria incontestável, sendo a baliza e o marco referencial para toda a família.
Uma matriarca que tem muitos exemplos, predicados, e adjetivos a serem seguidos, sempre estando ao lado e não atrás do hoje também homenageado, Sr. Merginio.
A sua longevidade e sabedoria merecem todo o nosso reconhecimento, razão pela qual rendamos esta singela homenagem.
Dessa união nasceram dez filhos: Marina Maria, Adelina Maria (in memoriam), Manoel Mergínio (in memoriam), João Mergino e Maria de Lurdes (esta, in memoriam), Izaltina Maria, Paulo Cesar, Luiz Carlos, Marisa Umbelina e Vanderlei Mergínio.
Em 1943, com nome fantasia “Casa Azul” e razão social “Merginio dos Santos & Cia”, estabeleceu-se com casa de comércio de secos e molhados na rua Duque de Caxias, em Jaguaruna (SC).  Nesse local comercializava alimentos, tecidos, brinquedos, confecções, bicicletas, madeiras, bebidas, etc; distribuidor autorizado dos combustíveis “Shell”, vendia gasolina e demais produtos derivados dessa companhia, além da querosene marca “Jacaré”, muito utilizada na época.
 Do ano de 1960 em diante, dedicou-se a comercialização de cereais.
Com depósito as margens da estação ferroviária, comprava, beneficiava e vendia farinha de mandioca por atacado para o mercado interno e, em algumas ocasiões, para o mercado externo, exportando para Alemanha através do Porto de Imbituba.
Comercializava também arroz em casca, os quais eram beneficiados em descascador próprio e vendidos a atacadistas regionais.
Aliou a pecuária às suas atividades profissionais, especialmente a pecuária leiteira, cujo plantel era composto, sobretudo, por animais da raça holandesa e jérsei.
Na política, foi um dos fundadores do diretório municipal da Aliança Renovadora Nacional – ARENA, no município de Jaguaruna, tendo sido presidente do partido várias vezes.
Um dos mais expressivos políticos da agremiação arenista, seu passado político e sua participação na vida administrativa da comunidade esteve sempre ligado à extinta União Democrática Nacional – UDN, de cujo diretório foi um dos seus fundadores e líder dos mais prestigiados do partido da “Eterna Vigilância.”, exercendo por várias oportunidades a sua presidência.
Sob a legenda da UDN, elegeu-se vereador, pela primeira vez em 1951, sendo sucessivamente reconduzido a edilidade, onde se manteve durante dezessete anos, cumprindo vários mandatos consecutivos, tendo presidido a Câmara Municipal.
Passado um ano do início do seu quarto mandato, a Revolução de Março de 1964 viria alterar, em profundidade, o ordenamento jurídico do país e a estrutura partidária nacional, substituindo-a por duas novas e únicas correntes de opinião, indispensáveis ao funcionamento do regime democrático representativo.
Fez sua opção e se dispôs a lutar pela nova bandeira, com a lealdade e o entusiasmo que caracterizam os políticos por vocação.
Ao longo de todos esses anos, teve oportunidade de produzir muito em prol do progresso do seu município e de muito zelar pelo bem estar do povo de Jaguaruna.
Acompanhou as atividades administrativas, colaborando nas boas iniciativas, apoiando projetos, apresentando sugestões, integrado no esforço comum de procurar as melhores soluções aos problemas administrativos e políticos da comunidade.
Aposentado, dedicou mais tempo e afinco à pecuária.
Conhecedor das necessidades do homem do campo, por elas orientou seus trabalhos de representante popular.
As estradas municipais, foram-lhe preocupação constante, na determinação de assegurar-lhes boas condições de trafegabilidade, tão necessárias ao perfeito escoamento da produção.
Também preocupou-se com a eletrificação rural, face os benefícios que representa para o trabalho e o lazer das populações campesinas.
Colaborou no sucessivo aumento da rede escolar, nos melhoramentos urbanos, nos serviços de saúde e assistência social, na formação em geral, enfim, na infraestrutura do Município.
Homem de fé, acreditando no poder superior como início de todas as coisas, era católico praticante, sendo várias vezes festeiro da Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, no que teve a dedicada colaboração de sua esposa.
Fez parte da Associação de Pais e Professores do Colégio Marechal Luz de Jaguaruna.
Além de sócio participativo, presidiu a Sociedade Recreativa 1º de Janeiro.
Preocupado com o futuro das crianças e no intuito de amenizar o sofrimento destas, disponibilizou, por doação, uma área de terras na localidade de Retiro, para construção de um abrigo de menores, pelo qual sentia imenso orgulho em poder fazer e ser parte, assim como a nossa homenageada Sra. Maria Izaltina de Souza.
Faleceu no dia 06 de outubro de 1980, na cidade de Curitiba, aos 61 anos de idade, deixando aos seus familiares e para os que o conheceram, o exemplo de uma vida profícua, resultado de um trabalho honesto e produtivo.
 Fonte: ASCOM -Câmara d Vereadores de Jaguaruna

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