Na Amurel o 26º ZumbiAfro – Pastoral Afro Brasileira | Braço do Norte
Assim como outros sacerdotes em todo o Brasil, padre Roberto encontrou no Concílio Vaticano II (1965) e em outros documentos e iniciativas da Igreja Católica para a inclulturação dos povos a abertura para a realização dessa e de outras celebrações no “estilo afro”. Por iniciativa própria, buscou se informar, se aprofundar, e optou por resgatar e evidenciar a cultura de origem dos seus ascendentes também em outros momentos, como na sua Ordenação, presidida por Dom José Maria Pires (Dom Zumbi).
Origem das celebrações
O surgimento dos textos da Missa dos Quilombos (1981) foi uma tentativa de valorização da cultura negra por meio das músicas e danças num contexto celebrativo que não interferia no rito romano, mas evidenciava na memória pascal cristã o processo histórico de luta, morte e resistência desses povos. Esse trabalho contou com o gênio poético dos bispos Hélder Câmara e Pedro Casaldáliga e dos músicos Milton Nascimento e Martin Coplas. Na mesma linha da valorização da cultura afro numa região brasileira é celebrada a Missa Conga, sobretudo nas festas de Nossa do Rosário e São Benedito. Neste caso, trata-se do rito romano levemente adaptado para acolher cantos, danças, vestes, instrumentos musicais e apresentação de objetos próprios da cultura.
Pastoral Afro-Brasileira
A Pastoral Afro-Brasileira está presente em todas as dioceses do país. Ela foi aceita como organismo oficial da Igreja do Brasil em 1998, mas começou a ser idealizada na década de 1970, quando um grupo de sacerdotes negros elaborou um documento para a Conferência de Puebla, realizada em 1979, no México. Já em 1981, foi criado o Grupo de União e Consciência Negra. O próximo passo foi dado com a Campanha da Fraternidade de 1988, cujo tema “Ouvi o Clamor deste Povo” foi focado na população afrodescendente.
Em 2003, graças ao documento 85, a Pastoral passou a integrar a estrutura da CNBB, como espaço de ação e conscientização da Igreja e da sociedade para a realidade da população afro-brasileira. Esse organismo constitui uma forma de atuação em relação aos direitos fundamentais da cidadania para todos, sobretudo para aqueles que vivem à margem da sociedade, em virtude de sua cor e etnia. É também uma forma de combate ao racismo, ao preconceito, à xenofobia e outras formas de discriminação.
Fonte:Calendário Diocese Tubarão
Foto:Divulgação












