A matemática do impeachment

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A matemática do impeachment

O governador teria hoje apenas quatro votos, quando necessita de 17

Especulações nos bastidores do processo de impeachment do governador Carlos Moisés indicam que ele tem apenas quatro votos assegurados, 30 contra e outros seis “indecisos”. O quarteto seria: Rodrigo Minotto (PDT), Paulinha (PDT), Ricardo Alba (PSL) e Coronel Mocellin (PSL). Já sobre os seis não há precisão na relação. Logo o mesmo vale para os 30. A matemática é feita por vários deputados. O governador necessita de 3/5, isto é: 17 votos.

Possivelmente um dos deputados mais próximos do governador, desde o início do mandato, é o deputado Rodrigo Minotto. Por conta desta aproximação contabiliza algumas intermediações de pleitos atendidos na sua base, como é o caso da rodovia Jacob Westrup (ligação Forquilhinha-Maracajá). Do jeito que as coisas estão, votar contra ou a favor não impacta na atividade do parlamentar. Já a retribuição lhe rende consideráveis apoios.

Há quem, no embalo sugerido pelo governador ao contra-atacar a aceitação do seu processo de impeachment, enxergue algum respingo no deputado Júlio Garcia. Isso porque ele pode virar governador por algum tempo. Ora, isso dura o tempo de um raio, pois se ele sentar mesmo na cadeira de governador, derruba qualquer antipatia que haja. O poder afasta antipatias.

Por João Paulo Messer

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