Rumos do MDB, conversas do segundo turno e outras da coluna
Depois do “furacão 17”, começam as discussões no MDB e PSDB para troca de comando. O MDB terá convenção estadual em dezembro (já estava marcado). Como o deputado Mauro Mariani, atual presidente, já anunciou “fim de carreira”, será o motivo alegado para abertura das conversas (se não for esse o motivo, será qualquer outro).
É evidente que a derrota acachapante do MDB na eleição de domingo é o “fato motivador”.
Ainda mais que muitos “debitam” na conta de Mariani, por ele ser o presidente do partido, e pela sua postura como candidato (pouco acessível e de difícil trato).
O governador Eduardo Moreira, que presidiu o partido por 10 anos, já é citado para a função.
Hoje, 14h, o comando estadual do MDB vai se reunir em Florianópolis para avaliar a eleição, abrir debate sobre a sucessão na executiva e definir posição para o segundo turno.
A tendência também é aprovar indicativo de apoio na disputa pelo governo para o Comandante Moisés (PSL), e para Bolsonaro, na disputa presidencial.
Não devem ir além porque sabem que o Comandante Moisés não quer fazer acordos, nem se “misturar” com partidos tradicionais. É o que mostram as pesquisas.
No PSDB, também tem movimentos para mudança da executiva, com a participação do prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro.
Ele apresentou durante reunião com prefeitos do PSDB do estado, ontem, em Florianópolis, o nome da deputada federal criciumense Geovania de Sá, reeleita com mais de 100 mil votos, para assumir o partido.
O “fato motivador” para a proposta é o mesmo. O PSDB diminuiu na eleição. Só elegeu dois deputados estaduais e uma federal. Ficou com o tamanho de “partido pequeno”.
Para o segundo turno, prefeitos e deputados do PSDB estão sendo procurados por Gelson Merisio (PSD).
Ontem, ele conversou por telefone com o prefeito Clésio Salvaro e se reuniu com o presidente estadual do PSDB, Marcos Vieira.
Por enquanto, nada decidido, mas já tem tucanos (principalmente prefeitos), fechados com Merisio
Informações Adelor Lessa

