Com greve dos trabalhadores, Samu atenderá apenas casos de extrema urgência no Sul de SC

Com greve dos trabalhadores, Samu atenderá apenas casos de extrema urgência no Sul de SC

Trabalhadores do Samu iniciam greve no Sul de SC nesta terça-feira (7) e buscam reajustes salariais, entre outras reivindicações; audiência chegou a ser realizada no MPT, mas não houve entendimento

A partir desta terça-feira (7) o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) passa a atender apenas casos de extrema urgência no Sul de Santa Catarina. Isso porquê os trabalhadores iniciam uma greve nas regiões da AMESC (Associação dos Municípios do Extremos Sul Catarinense) e AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera).

Apenas metade dos 240 trabalhadores irão comparecer para o atendimento nas ambulâncias nesta terça-feira (7). Além disso, será mantido 30% dos trabalhos que são realizados pelos Samus. Desta forma serão atendidos apenas casos de extrema urgência no Sul de SC.

“Trabalhador do Samu se encontra bem prejudicado quanto aos seus direitos, pois estão faz quatro anos sem reajuste salarial, dois anos sem férias. Estão sem depósito do FGTS.  Sindisaúde (Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos em Saúde de Criciúma e Região)já entrou em contato várias vezes com a OZZ para que pudéssemos acertar essa pendência, com Estado e nada até o momento foi resolvido”, explica o vice-presidente do Sindisaúde, Fábio Camilo

Cerca de 88% dos trabalhadores aprovaram a greve em um plebiscito que ocorreu no mês de agosto deste ano. A paralisação estava marcada para iniciar no dia 1º de setembro. Porém o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu o adiamento da greve e realizou uma audiência no dia 2 deste mês entre o Sindisaúde, Estado e OZZ, empresa que administra o Samu.

Tivemos reunião dia dois quando estava representante da OZZ, Estado, MPT e sindicato. Foi feita proposta pela OZZ de 4% sem retroativo e que pagariam férias para 10 funcionários por mês. Deixando bem claro que o atraso deles é de 18.22%”, destaca Camilo.

Já o sindicato fez uma proposta para que, além dos 4%, fossem pagos os 18.22% retroativos em três parcelas pela OZZ. O que foi recusado.

“Essa proposta foi negada a qual ofereceram só 4% e 10 funcionários de férias por mês. Passamos informação aos trabalhadores a qual não aceitaram. Deixando bem claro também que só esse ano o Sindisaúde conseguiu reajuste para os trabalhadores em saúde da região de 7%”, ressalta Camilo.

Desta forma, a greve está marcada para iniciar já no início da manhã desta terça-feira (7). Um piquete deverá ser montado em frente ao 9° Batalhão de Polícia Militar (9° BPM) em Criciúma, onde está localizada a central de regulação do Samu. A greve ocorre por tempo indeterminado.

OZZ aguarda resposta dos trabalhadores

Em contato com representantes da OZZ que destacaram que aguardam um posicionamento do sindicato. Já que uma contraproposta foi enviada com relação ao reajuste e reivindicações dos trabalhadores.

A OZZ destaca que está sensível a situação e que confia que haverá um entendimento por parte de todos. Desta forma, evitando a greve e danos ao atendimento da população. A empresa terceirizada é a responsável pela administração do Samu em Santa Catarina.

A Secretaria de Estado da Saúde, também, foi procurada pela reportagem do portal ND+ e até o momento não se manifestou. O espaço segue aberto para a manifestação da secretaria.

Fonte: ND +

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