Meio Ambiente
Praias de Jaguaruna: Litoral convive com falta de monitoramento
Com mais de 37 quilômetros de orla, cidade não conta com monitoramento permanente de um órgão oficial. Mas são frequentes os casos de animais mortos ou feridos que chegam às suas praias
Tornou-se cada vez mais comum encontrar animais marinhos mortos, encalhados ou feridos nas praias. Baleias, botos, leões-marinhos, pinguins e até elefantes-marinhos são exemplos de espécies que se deslocam para o sul em diferentes estações do ano. Estes animais chegam cansados em função da rota que percorreram. Alguns até debilitados ou com doenças e viram atração entre moradores e banhistas. Curiosos tendem a filmar, mexer e, algumas vezes, correm risco de prejudicar o animal ou serem contaminados por vírus e doenças contagiosas.
Nessas situações, surge a dúvida: quem deve ser acionado? Quem faz o monitoramento das praias? Em Jaguaruna, um dos municípios com maior extensão litorânea da região, com 37 quilômetros de praias, não há um órgão oficial que faça esse tipo de controle e acompanhamento.
“No momento não temos monitoramento rotineiro. Atualmente o IMAJ não dispõe de recursos financeiro e de pessoas para arcar com essa despesa, levando em consideração os 37 quilômetros de orla marítima”, afirma Caio Gomes de Souza, diretor do Instituto Municipal do Meio Ambiente de Jaguaruna (IMAJ).
Sem um órgão oficial responsável pelo monitoramento das praias, a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Laguna presta suporte em alguns casos registrados em Jaguaruna.
O comandante da 3ª Companhia do 1° Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), major Gilson Klein, explica que o órgão é responsável por fiscalizar e combater crimes ambientais e atende 20 municípios da região. Quando é acionado em Jaguaruna para ocorrências de encontro de animais marinhos, presta o primeiro suporte e busca apoio de órgãos próximos que façam o monitoramento. “A região de Jaguaruna acaba ficando desamparada. A Polícia Militar Ambiental não é um órgão de monitoramento, nós damos suporte e, quando acionados, vamos até o local e tentamos resolver a situação com órgãos parceiros, como o hospital veterinário da Unisul, da Unesc, ONG Educamar e PMP-BS da Udesc de Laguna”, explica o comandante.
Fonte :FR
Foto:FR


